29 novembro 2010

Pepinos recheados com Camarões e Cogumelos

Para 6 pessoas; Preparação: 25 minutos

Ingredientes: 2 pepinos longos; 300 gr de miolo de camarão; 15 gr de cogumelos desidratados; 5 cl de Pastis; 1 colher de café de óleo de sésamo; 1/2 colher de café de gengibre em pó; 1 ramo de endro; 1 colher de sopa de sementes de papoila; 1 colher de sopa de vinagre; 1 colher de sopa de azeite; sal e pimenta.

Preparação:  Lavar os pepino em água fria e com a ajuda de uma escova se necessário. Cortar as duas pontas. Com um descascador retire a casca. corte em seis pedaços. Com uma colher parisiense ou outro utensílio retire o interior. temperar ligeiramente com sal as paredes interiores e pousar numa grelha durante 15 minutos para os "dégorger". Secar com a ajuda de papel absorvente.
Numa tigela, pôr os cogumelos dentro de 10 cl de água com o Pastis durante 10 minutos para que re-hidratem. Escorrer. Pôr o miolo de camarão a marinar no óleo de sésamo e com o gengibre também 10 minutos.
No blender, misturar os camarões, os cogumelos e o endro. Mixar até que fique uma preparação homogénea. pousar os pedaços de pepino num prato e recheá-los com a ajuda de uma pequena colher. regar com um fio de vinagre e outro de azeite, temperando também com sal e pimenta. Polvilhar no fim com algumas sementes de papoila. Guardar no frio.
Servir como entrada com um molho de iogurte e limão.


inspirado numa receita de Stéphanie Blanquet

(Sementes de) Papoila - O que são?

Pavot vivace - Papaver - Papoila - Adormidera - Papoila Vivaz
Papaver nudicaule

Papoila

Nome Científico: Papaver nudicaule.
Nome Comum: Papoila.
Nomes populares: Papoila.
Família: Papaveraceae.
Hábitat: Terrenos baldios, campos e pastos, beiras de caminhos.
Origem: Ásia, África, Europa
 
Descrição: Planta herbácea, vivaz, cultivada como anual ou bianual, de porte erecto ou em forma de tufos, a Papoila pode atingir uma altura de 20-60 cm. A tendência é para terem uma folhagem basal da qual as flores se erguem em hastes finas. As folhas são de cor verde claro a verde médio, pubescentes ou mesmo cerdosas, grosseiramente dentadas ou recortadas. As flores de Papoila são solitárias, delicadas, com pétalas muito finas e brilhantes agrupadas num botão floral, podendo ser singelas ou dobradas e de várias cores (excepto azul), desde o vermelho, rosa, laranja, branco, púrpura, amarelo, algumas com manchas negras na base das pétalas. A flor das Papoilas tem pouca duração mas rapidamente crescem outras. As sementes minúsculas estão fechadas numa bonita cápsula espalhando-as como os pimenteiros. Planta atractiva para abelhas e borboletas.

Sementeira: No local definitivo entre Março-Maio ou em estufa ou estufim entre Fevereiro-Março.
Crescimento: Rápido.
Transplantação: Março-Abril. Espaçamento de cerca de 30-40 cm.
Luz: Sol.
Solos: Bem drenados, frescos, férteis.
Resistência: Rústica, a Papoila é resistente ao frio.
Rega: Quando necessário.
Adubação: Caso seja necessária. Evitar adubos ricos em azoto pois podem provocar a queda prematura das flores das Papoilas.
Floração: Primavera/Verão
Pragas e Doenças: Míldio
Multiplicação: Semente, divisão na Primavera.

Utilização: Canteiros, bordaduras, jardins rochosos, maciços, taludes, corte, secagem das cápsulas das sementes para decoração.

Outros Usos: A papoila é usada para dar cor a certos vinhos, medicamentos e para tinjir lãs e malhas. As semente são utilizadas para dar sabor a saladas de fruta, tartes, pastas, etc. Esta planta possui propriedades sedativas, anti-tússicas, sendo utilizada no fabrico de xaropes. As pétalas das flores podem ser usadas em tisanas misturadas com outras flores. A planta é ligeiramente toxica.

in http://www.loja.jardicentro.pt/product_info.php?products_id=217
foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Opium_poppy.jpg

Endro - O que é?


Nome Científico: Anethum graveolens
Sinonímia: Anethum sowa, Peucedanum graveolens
Nome Popular: Endro, aneto, dill, funcho-bastardo, anega
Família: Apiaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Ásia
Ciclo de Vida: Anual


O nome do Endro vem da palavra do escandinavo antigo, «dilla», que significa «embalar». Este nome reflecte os usos tradicionais do endro tanto como remédio para os gases intestinais como para aliviar a insónia. O endro é conhecido cientificamente como Anethum graveolens e faz parte da família Umbelliferae, cujos membros incluem a salsa, cominho e louro.

O endro é uma planta herbácea anual, muito utilizada como condimento e na medicina popular desde a antiguidade. Sua ramagem é erecta, estriada, fistulosa, ramificada e pode alcançar de 0,9 a 1,5 metros de altura. Suas folhas são finamente divididas, pinadas de 4 a 5 vezes em filiformes segmentos de 2,5 cm. O conjunto de suas folhas e ramos apresenta uma coloração verde-azulada e um aroma suave, comparado a frutas secas. A floração ocorre em meados do verão, despontando grandes inflorescências do tipo umbela, compostas de numerosas flores amarelas e pequenas. As frutos são vagens achatadas que carregam as sementes aromáticas.
Tanto as folhas, como os frutos e as sementes do endro podem ser aproveitadas para o consumo, como condimentar. Elas servem cruas ou cozidas, inteiras ou moídas, para temperar pratos quentes ou frios, de saladas, peixes, batatas, molhos, couves, maioneses, picles, pães, etc. O endro é um condimento muito popular na Europa Oriental e do Norte, sendo indispensável na culinária de russos e escandinavos. É também um dos ingredientes do curry na Índia.
As sementes do endro encerram óleos essenciais, que são extraídos para aproveitamento na indústria de perfumes, produtos de higiene, medicamentos, culinária e até como potencializantes de insecticidas. É uma planta óptima para a horta doméstica de pessoas que gostam de experimentar novos sabores na cozinha e para quem quer usufruir de seu valor medicinal. O chá de endro tem sabor suave, adocicado e pode ser preparado das folhas frescas ou desidratadas e das sementes também.
Diz-se que um saquinho de sementes de endro, carregados próximo ao coração, protege o indivíduo contra o mau-olhado e sentimentos negativos. Outra curiosidade é que as larvas de borboletas da super-família Papilionidae adoram devorar as folhas do endro e por este motivo ele é cultivado para atrair e alimentar estas borboletas em jardins e borboletários de coleccionadores e instituições de pesquisa e preservação.
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos periódicos. É uma planta muito rústica que pode ser cultivada com facilidade por jardineiros iniciantes. Aprecia o clima ameno. As sementes podem ser colhidas em cerca de 90 dias após o plantio no verão e 120 dias no inverno. Multiplica-se por sementes que devem ser postas a germinar directamente em canteiros definitivos, pois não suporta transplantes.

Uso Medicinal:

Indicações: Enjoo, aumentar a lactação, cólica intestinal em bebés, dismenorréia, dispepsia, dor de dente, espasmos gastro-intestinais, flatulências, azia, insónia, inflamação dos olhos, desinfecção de feridas.
Propriedades: Anti-diarréica, anti-emética, anti-espasmódica, anti-inflamatória, anti-séptica, aperiente, aromática, carminativa, depurativa, digestiva, diurética, estimulante, galactagoga, laxante, supurativa.
Partes usadas: Folhas, flores, frutos e sementes.

in http://www.alimentacaosaudavel.org/endro.html
in http://www.jardineiro.net/br/banco/anethum_graveolens.php
foto: http://quintadoarneiro.wordpress.com/category/ervas-aromaticas/endro

Pastis - O que é?


Pastis é o nome dado às bebidas alcoólicas aromatizadas com o anis. A palavra pastis provém do occitano provençal pastís, significando "pasta" ou "mistura", mas também aborrecimento, situação desagradável ou confusa.
O pastis resulta da maceração de diversas plantas. É feito com álcool destilado e, no seu processo de produção, são adicionadas ervas e flores, sendo, deste modo, uma bebida chamada de composta. Depois do processo de compostagem, é feito um licor ao qual é adicionado novamente o anis. A bebida surgiu na França, após a interdição do famoso absinto.
Os pastis mais conhecidos são o Ricard, o Berger e o Pernod. Devem ser servidos em copos médios, em uma proporção de uma parte de anisado para 5 partes de água gelada.

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Pastis
foto: http://house-tolosa.blogspot.com/2009/11/pastis.html

24 novembro 2010

Lançamento de flech... cofcof... de DARDOS!

Agradecendo o DARDO que o Luís Melo do blog ERA MAIS UM FINO me lançou, e mantendo esta corrente bloguista, agora é a minha vez. (Aviso já que tenho péssima pontaria. Preferia se fossem facas)



«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada bloguista emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre bloguistas, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.»

Aqui ficam os meus 10 alvos, por ordem alfabética:
e o chamado dardo boomerang:

12 novembro 2010

"Minestrone"

Esta sopa à base de tomate, um clássico italiano, é aromatizada com alho e aipo, e recheada de vegetais aos cubos. esta é a versão vegetariana, em que uso massa, enquanto a versão não-vegetariana usa frango.


Para 4 a 5 pessoas

Ingredientes: 2 colheres de sopa de azeite; 1 cebola, picada; 2 dentes de alho, picados; 1 cenoura, em cubos pequenos; 1 batata pequena, em cubos pequenos; 3 a 4 colheres de sopa de aipo picado; 3 tomates médios; 50 gr de qualquer tipo de massa; 1 litro de água; 2 a 3 colheres de sopa de feijões previamente cozinhados; sal e pimenta.

Preparação: Pôr os tomates 3 a 4 minutos em água a ferver, retirar e tirar a pele. Picar bem. (Também pode se pôr numa tigela sem água no microondas 4 minutos para retirar a pele). Reservar.
Aquecer o azeite. Acrescentar a cebola e o alho. saltear até escurecerem um pouco. Acrescentar a cenoura e as batatas e saltear 1 a 2 minutos. Acrescentar agora a massa e saltear 1 minuto. Agora junta-se o aipo e os tomates e deixa-se cozinhar 2 a 3 minutos. Adicione agora a água e os feijões. deixe levantar fervura e diminua. tape e deixe cozinhar 15 minutos. Rectifique os temperos.
Servir quente e com queijo ralado polvilhado.

Nota: À água, podemos acrescentar um concentrado de sopa instantânea ou algo que potencialize os sabores. Para a versão não-vegetariana, acrescentamos, em vez da massa, 50 gramas de carne de frango cortada em cubos, e acrescentamos à água, por exemplo, 2 cubos de temperos. Também se pode usar o caldo de cozer o frango em vez da água.

Ovos Escalfados com Couve Chinesa e Cogumelos com Alho

Este pequeno-almoço vai dar as forças necessárias para passar a manhã. Os seus nutrientes são de excelência: anti-oxidantes dos verdes, fibra dos cogumelos, e, obviamente, proteína da melhor qualidade e um vastíssimo leque de nutrientes nos ovos.


Para 2 a 3 pessoas

Ingredientes: 2 colheres de sopa de azeite; 1 dente de alho grande, picado; 250 gr de cogumelos, fatiados; 2 colheres de sopa de salsa fresca picada; 2 colheres de sopa de vinagre; 4 ovos; 1 molho de couve chinesa, cortado; 2 colheres de sopa de molho de tamari, sem trigo.

Preparação: Aquecer o azeite numa frigideira ou wok. Saltear o alho e os cogumelos, mexendo ocasionalmente por 4 minutos, até ficarem macios. Acrescentar a salsa e temperar. Retirar do lume e tapar para manter quente.
Aquecer uma panela com água e sal, até ferver, acrescentar o vinagre. Deixar a fervilhar levemente, enquanto partimos um ovo para uma tigela. com uma colher, mexer a água na panela até criar um redemoinho, e introduzir aí o ovo. Cozinhar por 4 minutos e retirar com muito cuidado para um prato com papel absorvente. cozinhar os restantes ovos.
Entretanto, cozinhar a couve chinesa em vapor durante 4 a 5 minutos ou até ficar tenra. Retirar do calor.
Cuidadosamente, passar os ovos do prato com o papel absorvente para uma frigideira com um pouco de água quente, para aquecer 1 minuto. Passar de novo pelo papel absorvente para secar e pousar no prato de servir. Colocar os cogumelos e a couve chinesa, pondo um pouco do molho de tamari por cima da couve. Polvilhar com pimenta preta e servir.

2 Sumos Desintoxicantes para o Pequeno-Almoço

A primeira coisa que ingerimos depois de acordar, é o alimento mais metabolizado pelo nosso organismo. Um copo de água quente com meio limão espremido é o ideal para um arranque perfeito do sistema digestivo. Depois, deliciem-se com um destes sumos.



Sumo de Clorofila
A clorofila nos vegetais verdes ajuda no processo de desintoxicação. Mais, a clorofila ajuda no tratamento de pés "cheirosos", mau hálito e odor corporal. Este sumo é refrescante e leve que o fará sentir limpo. Adicione cubos de gelo se preferir.

Para 2 doses
Ingredientes: 2 pepinos pequenos verdes; 1/2 capsicum verde, sem sementes (chili, pimento, etc etc); 6 ramos de salsa fresca, sem os caules; 2 maças verdes, sem sementes.
Preparação: cortar todos os vegetais e as maças em pedaços que caibam na máquina de fazer sumos. Processar tudo, misturar bem e beber imediatamente.

Sumo Tropical Matinal:
Sumo maravilhoso para o pequeno-almoço, com a condicionante de os ingredientes não se arranjarem facilmente durante o ano inteiro. Se for de gosto, adicionar o sumo de uma lima para uma sabor extra.

Para 2 doses
Ingredientes: 1/2 ananás, sem casa; 500 gr de papaia; 1 banana; polpa de 2 maracujás.
Preparação: cortar todos o ananás e a papaia em pedaços que caibam na máquina de fazer sumos. Processar. num blender, combinar a banana e a polpa de maracujá para o sumo de ananás e papaia. Beber imediatamente.

10 novembro 2010

Taça de Melão com "Kani Surimi"

Se estamos no Outono, cozinhamos Outono! (isto não significa andarmos pela cozinha amarelados e a deixar cair as facas todas ao chão)


Para 6 pessoas com fome mediana; Preparação: 20 minutos; Refrigeração: 1 hora

Ingredientes: 1 melão bonito e vistoso (ao contrário do meu que está excessivamente maduro); 250 gr de Kani Surimi; 6 folhas de alface; 10 cl de vinho do Porto branco; 2 limões verdes (ou limas); sal e pimenta preta.

Preparação: Abrir o melão, retirar as pevides e retirar bolas de melão com ajuda de uma colher parisiense. Reservar estas bolas numa tigela.
Lavar os limões em água fria, retirar a raspa de um deles, cortar em 2 metades e retirar o sumo. Acrescentar este sumo de um dos limões às bolas de melão, tal como o vinho do Porto, sal e pimenta. Misturar e deixar repousar 1 hora no frio.
Lavar a salada, escorrer e cortar em tiras. Cortar o Kani Surimi em pedaços. Cortar 6 rodelas do limão que sobrou.
Misturar o melão, as delícias e a salada, dividir em 6 taças individuais, decorar com uma rodela de limão e servir.

Kani Surimi (Kani Kama) - O que é?

Isto é um daqueles casos que o nome é mais estranho do que parece.

Em japonês, a palavra kani significa caranguejo e deu origem ao nome do produto, porque é aromatizado com extracto (ou carne) desse crustáceo. Na década de 70, o Japão começou a industrializar o kani, que rapidamente tornou-se popular no mundo inteiro. Tendo como base a receita ancestral japonesa, hoje o principal componente do kani é o surimi – uma massa feita com carne de pescado branco. Para a sua preparação são usados peixes de carne muito branca, provenientes dos mares mais gelados. A carne é moída e lavada em água doce gelada. Ao surimi, são acrescentados extractos de caranguejo ou lagosta e ingredientes como o amido de trigo, claras de ovos, açúcar, extracto de algas, sal, vinho de arroz, proteína de brotos de feijão e glutamato monossódico. Esta pasta é moldada em camadas muitas finas, que são enroladas até ficarem com 1,5 cm de diâmetro. Depois, a massa é tingida com corante alimentício vermelho, embalada em plástico a vácuo, cozida na própria embalagem e cortada dentro do plástico em cilindros com 7,5 cm e 17 gramas cada. Aqui estão prontos para serem congelados. 
O kani kama é um alimento muito rico em proteína, nutriente importante na nossa dieta diária: participa na composição de hormonas e enzimas e é fundamental para a manutenção do organismo. Embora rico em proteína, contém menor quantidade do que os peixes frescos, não podendo substituí-los integralmente. Deve ser comido como uma alternativa.

 
É também conhecido como Delicias do Mar.

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